O cenário da música cristã brasileira amanheceu em luto neste sábado (21) com a notícia do falecimento da cantora Rejanne Fogo Puro, aos 59 anos, vítima de complicações decorrentes de um câncer de pâncreas. A artista estava internada há mais de um mês em um hospital no Rio de Janeiro, onde travava sua última batalha.
Natural de Duque de Caxias (RJ), Rejanne construiu uma trajetória sólida ao longo de mais de três décadas de ministério, tornando-se uma das principais referências da música pentecostal no país. Antes de sua conversão, ainda na juventude, teve envolvimento com o samba, mas aos 19 anos entregou sua vida a Cristo, iniciando uma caminhada que marcaria gerações.
Do altar às plataformas: um fenômeno nacional
Conhecida pelos chamados “corinhos de fogo”, Rejanne alcançou grande projeção com canções como “Quem Tem, Tem”, “Jericó Vai Cair”, “Cadê os Pentecostais?” e “Mulheres Guerreiras”. Seus louvores se tornaram presença constante em vigílias, congressos e cultos pentecostais por todo o Brasil.
Nas plataformas digitais, seus números impressionam:
• Cerca de 48 mil ouvintes mensais no Spotify
• Mais de 1,4 milhão de streams em “Cadê os Pentecostais?”
• Mais de 1,2 milhão de streams em “Jericó Vai Cair”
• Acúmulo superior a 50 milhões de visualizações no YouTube da gravadora
A canção “Miriam e o Pandeiro” se tornou um verdadeiro fenômeno cultural dentro das igrejas, sendo amplamente utilizada por grupos de coreografia e ministérios de dança, viralizando também nas redes sociais, especialmente no TikTok.
Gravadora e legado musical
Ao longo de sua carreira, Rejanne esteve lançando duas canções pela principal gravadora do segmento gospel pentecostal, Celebrai Music, deixando um catálogo expressivo de álbuns, singles e videoclipes que permanecem como referência dentro do movimento pentecostal.
Uma vida marcada por milagres
O ministério de Rejanne sempre foi acompanhado por testemunhos impactantes. Em 2021, ela venceu um tumor cerebral, fato que passou a integrar suas ministrações e mensagens de fé. A cantora frequentemente declarava que sua vida era um milagre contínuo, reforçando sua confiança na soberania de Deus.
Mesmo durante sua última internação, Rejanne continuou ministrando através das redes sociais, publicando vídeos cantando, tocando violão e compartilhando palavras de esperança, fé e perseverança.
Despedida e comoção nacional
O velório ocorreu neste domingo (22), no Cemitério Memorial do Rio, reunindo familiares, líderes religiosos, artistas e centenas de admiradores. Nas redes sociais, manifestações de pesar vieram de todo o Brasil, confirmando o impacto de sua trajetória.
Rejanne Fogo Puro deixa um legado que ultrapassa gerações. Sua voz, sua história e sua fé permanecem vivas através de suas canções, que continuam incendiando altares e reacendendo a chama da adoração nas igrejas brasileiras.
O Portal Sala Musical expressa seus mais sinceros sentimentos à família, amigos e a toda a comunidade cristã.
